sexta-feira, 6 de abril de 2007

"O COLAR MÁGICO E O MANTO"



Como Deusa da Beleza, Fréya, igual a todas as mulheres, era apaixonada por vestidos e jóias preciosas. Um dia, enquanto se encontrava em Svartalfrein, o reino debaixo da terra, viu quatro gnomos fabricando um belo colar. Quando a Deusa o viu pela primeira vez, decidiu que deveria ser seu, mas os gnomos não o queriam vender. No entanto, eles a presenteariam com o colar se ela passasse uma noite com cada um deles. Sem hesitar, Freya concordou e tornou-se proprietária de Brinsingamen (colar), um poderoso equilíbrio da Serpente Midgard e um símbolo de fertilidade. Tais atributos correspondem à Lua Cheia.
O colar mágico que Freya usava foi obra dos artesões conhecidos como Brisings: Allfrigg, Dvalin, Berling e Grerr.
A inveja e a cobiça de Odin por tal jóia e pelo meio através do qual Fréya a obteve o levou a ordenar ao deus gigante Loki que roubasse o colar. Para recuperá-lo, Fréya deveria concordar com uma obscura ordem de Odin: deveria incitar a guerra entre reis e grandes exércitos para depois reencarnar os guerreiros mortos para que lutassem novamente.
Fréya também era orgulhosa proprietária de um manto de plumas de falcão. Quando Fréya aparecia envolta em seu manto de plumas de falcão e não usando nada a não ser seu colar mágico de âmbar, ninguém podia resistir a ela. O manto de penas, lhe permitia voar entre os mundos. Já o colar mágico da Deusa, tinha o dom de fazer desaparecer os sentimentos dolorosos. Este colar se rompeu uma vez, segundo uma lenda, por ira da Deusa ao tomar conhecimento de que um gigante havia roubado o martelo de Thor e pedia sua mão para devolver a arma do Deus do Trovão.


Os europeus do norte chamaram sua Deusa sensual de Fréya, que significa "concubina" e deram seu nome para o sexto dia da semana, a Sexta-feira, ou "Friday". Ela era a regente ancestral dos deuses mais velhos, ou Vanir e irmã de Fricka.
Fréya era a mais bela e querida entre todas as Deusas, que na Alemanha era identificada com Frigga. Ela nasceu em Vaneheim, também era conhecida como Vana, a Deusa dos Vanes, ou como Vanebride.
Quando Fréya chegou a Asgard, os Deuses caíram apaixonados por sua beleza e elegância que lhe concederam o reino de Folkvang e o Grande Palácio de Sessrymnir, onde a Deusa podia acomodar todos os seus admiradores e os espíritos dos guerreiros mortos nas batalhas.
Fréya era filha de Njörd (Deus do Mar) e da giganta Skadi (Senhora dos Invernos e Caçadora das Montanhas). Tinha como irmão Freyr, que era o deus da paz e da prosperidade. Pertencia a raça dos Vanes.
Fréya e Frigga são consideradas dois aspectos da Grande Deusa.
Fréya é o aspecto donzela e Frigga o aspecto materno.
AS UNIÕES DE FRÉYA
Fréya por ser tão bonita, despertou o amor de Deuses, Gigantes e Gnomos e todos tiveram a sua vez, para tentar obtê-la como esposa. Porém, Fréya desdenhou os feios Gigantes, e inclusive rechaçou a Thrym quando Loki e Thor a obrigaram a aceitá-lo como marido. Entretanto, não era tão inflexível quando tratava-se dos Deuses, pois como personificação da Terra, desposou: Odin (o Céu), Freyr (o irmão que representa a chuva fertilizante), Odur (a luz do Sol), entre outros.
Teve muitos maridos e amantes, que aparentemente mereceu as acusações de Loki de ser muito volúvel, pois havia amado e casado com muitos Deuses.

"A PLENITUDE DA DEUSA"


Que liberdade é esta que me toma
Como um assopro de vento
Rasgando-me o presente
Distribuindo o futuro aos poros?

Que encantamento súbito de mim
Proporciona o encontro
Do passado às pazes
Com o ser deixado ao largo, por um sorriso?

Que vigor imantado me extingue
Só para me reanimar
No segundo próximo
Do dia anterior?

Que loucura é essa
A de ontem sem querer o amanhã
Que tanto desejo hoje
Para logo ser a próxima, novamente?

Estou plena de vida.Viva!



Estou plena de Amor!



Guiada pela Sagrada DEUSA!!!

"DEUSA ATENA"


O deserto daqui,
Deste mundo todo,
Dá-me sede.
A sede pelo Saber
É a água saborosa
No escaldante mundo
Das ilusões materiais
Que é a Terra.
Parei de ver
Aquelas miragens
Que n’alma faziam-me
Instrumento de
Negativa vacuidade.
Atraio no vácuo
Preenchido pelo Saber
O Olhar De Atena,
A Deusa Da Sabedoria
Que é a chuva alagante
Do meu deserto de ontem.
Mãe Atena,
Minha sede é infinita!

Inominavelmente,
Inominável Ser.

domingo, 1 de abril de 2007

"QUEM SOU..."


Conta-me o coração que eu não sou deste planeta,que caí de algum cometa fora de circulação.Ou é talvez um clone de algo assim comoum selvagem que articula algum idioma de uma estranha dimensão. Porque acontece...Que entre a fé e a felonía, a herança e a heresia,a gaiola e o pacote, entre em morrer ou matar.Eu prefiro amor, amar.Também poderia estar ficando louco porque me bateram o siroco da leviandade do ser.E o que eu lhe farei se não acreditar que a Beleza não rende em face ao poder.E acontece deste modo... As posições para escolher,entre o Ouro e o Parnassus, eu peço que seja um palhaço, o mágico, acrobata ou faquir.Ou talvez um elixir com bolhas de orgiásticas ou a bola das bruxas onde os sonhos futuros.Eu prefiro o amor, eu prefiro amar!!

SALVEMOS A NOSSA TERRA MÃE

Não são as revoluções ou convulções sociais,
e muito menos as guerras
que nos levam à Liberdade e à PAZ!
Não é fora de nós que está o inimigo, seja ele pobre ou rico.

O mundo muda e gira há milhões de anos,
em mutações de espécies, transformaçoes e descobertas.
O homem percorreu séculos de aventura e luta.
Descobriu a vacina da tuberculose e a bomba atómica...
Foi á Lua e a Marte, criou o inferno,
e nada mudou dentro de si mesmo.

Muito mais difícil do que descobrir mundos por fora,
é descobrirmos quem somos, ou ir dentro do nosso próprio Ser...
Mais difícil do que atravessar mares nunca dantes navegados,
atravessar planícies e desertos, derrubar muros,
ou ir a um qualquer longínquo planeta,
é remover toda a ignorância dos escombros de culturas,
histórias e civilizações de povos
que ainda se degladiam e entre si se matam...

É ser-se o que se é sem medos nem pruridos,
É rezar a uma Deusa-Mãe esquecida,
Que sempre habitou dentro de nós:
Muçulmanos ou Hindus, Cristãos e Judeus,
Agnósticos ou ateus,
pois todos viemos e vivemos n' Ela....